Ser Feliz No Trabalho? Como?
Em meio a tantas mudanças de um mundo globalizado, sabemos que a necessidade é urgente em se especializar e saber trilhar _ no trabalho _ o “caminho das pedras”, com informações e estímulos que mudam em tempo real, encontrar a felicidade nele, parece ser um desafio demasiadamente grande.
Mas, felizmente, pesquisas mostram que o índice de felicidade dos trabalhadores aumentou significativamente. Um estudo divulgado pelo instituto Datafolha mostra que três em cada quatro brasileiros são felizes com o trabalho que têm.
O fato é que, encontrar a felicidade nos garante satisfação, diferencial competitivo e grandes realizações.
A paixão pelo trabalho é a força motriz que vai incrementar a vida e garantir a felicidade.
Obviamente, para ser feliz, o primeiro passo é encontrar a profissão certa. De maneira que aproveitemos o potencial nato e criativo de cada ser humano, sem interferências de modelos, métodos e estilos que possam nos moldar ou criar inseguranças diante da dificuldade de aplicá-los. Para tanto é fundamental identificar-se com a carreira.
Estudos recentes, da neurociência, falam da importância em integrar os dois hemisférios do cérebro quando realizamos com paixão uma tarefa ou atividade; logo, há integração desses hemisférios e a ação de se permitir e experienciar. Portanto, autorize-se a ser feliz, pois a felicidade é apenas (nada mais e nada menos) que bons momentos em que vivemos na plenitude de nossa satisfação. Elementos como a endorfina contribuem para isso.
Essa permissão é como o passaporte, o qual chamo de fase de preparação. Possibilita montarmos o nosso próprio roteiro e experimentar as opções pelas quais nos identificamos. A pessoa pode consultar profissionais da mesma área, perguntar sobre pós e contras, experimentar por meio de trabalhos voluntários ou estágios para fins de responder a questionamentos sobre anseios e expectativas para tomar decisões.
A fase da jornada é marcada pela atuação do profissional. Os próximos passos podem ser mais fáceis! Principalmente se sustentado pelo primeiro. Esses terão uma visão macro da situação, correlacionando-se à valores pessoais e de formações específicas, buscando organização, capacitação e reciclagem, para que possam alcançar novos desafios dentro de uma área de atuação profissional.
O salário é tão importante quanto e vai sustentar esse processo, mas não será o fator primordial, sendo apontado em 6º lugar no ranking dos motivos que levam um profissional a deixar o trabalho que eles desenvolvem.
Outros podem passar pela jornada com certas dificuldades. Esse é o sinal para revisar a decisão ao primeiro passo e assim sucessivamente. A escolha é pautada somente pelo salário ou por questões familiares, status quo, ou mesmo pela simples escolha sem algum tipo de critério ou avaliação.
O segredo pode ser encontrado ao responder a seguinte pergunta: o que eu gosto e quero fazer pelo resto da minha vida? É saber distinguir o que faço bem, o que gosto de fazer e o que me pagarão para fazer. Afinal, quando chamados para realizar um serviço; temos a certeza de que somos convocados a servir, pelo sentido etimológico da palavra.
Com uma decisão acertada, o profissional não trabalha para a empresa, mas com a empresa. É um misto de respeito e parceria, garantindo resultados extraordinários, foco, desempenho e dedicação, ainda que, diante das adversidades. Esse é o fator felicidade! E você, é feliz em seu trabalho?
Autor: Neemias dos Santos Almeida.
E-mail: neemiascolley@hotmail.com
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